Livro de Estudos II e III

Livro de Estudos  II e III
Continuando com a perspectiva Crítica, agora Emancipatória

Em busca de estudos para a transformação

A Educação Física Escolar deve ser transformadora dentro do contexto Escolar. Nós Professores devemos ter uma postura crítica para avançarmos na prática pedagógica.

Livro de Estudo I

Livro de Estudo I
Educação Física Escolar na perspectiva Crítica Superadora

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Estudo V

Os Elementos da Cultura Corporal e o fazer na Educação Física Escolar

Éderson Andrade
Niela Andrade
Alexandre Fabiano

Jogo

O jogo é um dos elementos mais significativos da cultura do homem, através dele o homem construiu e constrói as suas relações sociais, “é no jogo e pelo jogo que a civilização surge e se desenvolve” (Johan Huizinga, 2001).

Segundo o célebre Johan Huizinga (que escreverá em 1933):

o jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da vida quotidiana (p. 33).

Algumas características dos jogos:

1. Deve ser voluntário, pois é um momento de construção cultural do homem, cheio de intencionalidade.
2. Segue um mágico encantamento que envolve a subjetividade, a imaginação, com seriedade.
3. Exige uma limitação de tempo e de espaço, ele começa e tem fim, sem rigidez para o horário e tem uma tenda, uma arena, um palco respectivamente.
4. Cria-se uma ordem, ele é ordem.
5. Contêm tensão entre os jogadores, desejos, vontades, alegria, mistérios e seriedade.
6. É regido por regras.

Desta forma ao tratar dos jogos na Educação Física Escolar os professores precisam adentrar-se no mundo dos significados culturais, além disso, saber que o Jogo não é apenas para a criança e sim para toda e qualquer idade.

É como nos alerta (Johan Huizinga, 2001), para o “adulto” e “responsável” o jogo é uma função que poderia ser dispensada, algo supérfluo, e ele só pode se tornar uma necessidade urgente na medida em que o prazer por ele provocado o transforma em necessidade.

Luta

No Brasil a luta culturalmente mais conhecida é a capoeira. Luta criada pelos negros para se defender dos capitães do mato, forma de sobrevivências deles que passou de geração por geração e hoje muito respeitada pela sua história e cultura.

A luta é um dos elementos da Educação Física que trabalha a mesma resgatando suas manifestações culturais, trabalhando sua historicidade. O judô, por exemplo, sofreu alterações de seus significados culturais, recebendo um tratamento exclusivamente técnico. Nós professores de Educação Física temos que ensinar a história e a cultura fazendo com que eles façam uma reflexão e tenham uma visão crítico-superadora.

Esporte

O esporte é um dos elementos da Educação Física mais conhecida, por vivermos num país Esportivista, mas temos que saber diferenciar o esporte da escola e esporte na escola.

O esporte na escola é um esporte de rendimento, onde visam as habilidades do aluno, seu desempenho em determinado esporte. Onde implica na exclusão de muitos, pois só ficam os melhores.

O esporte da escola não se divide por sexo, nem exclui alunos, porque não visa rendimento, então não têm os melhores alunos/atletas em foco.

Ensinar o Basquetebol, Voleibol, Atletismo e o Futebol numa perspectiva pedagógica são extremamente importantes, mas não devemos levar a uma especialização precoce de posição dentro de um jogo, o uso de sistemas táticos complexos que não se ajustem ao estágio de desenvolvimento dos alunos.

Dança

A dança como produção cultural se mostra como linguagem, que nos traz emoções, sentimentos, hábitos, religiosidade.

Desta forma a escola deve privilegiar a espontaneidade, com os significados da vida de cada aluno. Como nos traz o Coletivo de Autores: a dança deve ser ensinada nas suas mais diferentes formas e estilos, sem ênfase em técnicas formais, fazendo uma transição espiralada entre os fundamentos iniciais e passando posteriormente para aspectos mais técnicos.

É fundamental tratar das danças em contextos regionais, nacionais e depois internacionais, construindo com os alunos os conhecimentos das diferentes manifestações, pois em cada lugar a dança traz a marca da cultura do povo, além de proporcionar momentos de lazer e alegria.

Ginástica

A ginástica está inserida na sociedade como influência nas artes e no meio social desde a Grécia Antiga. Os artistas gregos, observadores dos exercícios físicos, eram precisos conhecedores do corpo humano. O culto ao físico era admirado por estes artistas, que esculpiam a figura humana com perfeição. Na arte grega da época, as condições físicas e espirituais variavam constantemente. Tais modificações passadas pelo homem grego acompanhavam as mudanças sofridas pela ginástica, a maneira mais comum e difundida de cultar a forma física. Baseados nisso, estudos comprovam que na impressão corporal de uma obra de arte sobre a conformação física, está desempenhado o papel fundamental da ginástica e de outros esportes praticados.
A ginástica é um conceito que engloba modalidades competitivas e não competitivas e envolve a prática de uma série de movimentos exigentes de força, flexibilidade e coordenação motora para fins únicos de aperfeiçoamento físico e menta, movimentos lentos, ritmados, de flexibilidade e de força, que introduziu a melhoria dos aparelhos na prática do esporte. Tais avanços geraram a chamada ginástica moderna, agora subdividida.
A ginástica é a ciência racional de nossos movimentos, de suas relações com nossos sentidos, inteligência, sentimentos e costumes, e o completo desenvolvimento de nossas faculdades. É a ciência do movimento racional, sujeito a uma disciplina e a um fim prático.
Na aula é preciso tratar das mais variadas formas de ginásticas construídas historicamente pela humanidade, como a laboral, de academia, livre, artística, rítmica e outras, não em um contexto de rendimento, mas sim cultural.


O fazer na aula

É preciso fugir de uma teorização abstrata e de um praticismo que termine nas velhas e reconhecidas receitas como nos alerta o Coletivo de Autores.

O professor deve confrontar os seus conhecimentos científicos (práticos e teóricos) com o conhecimento empírico dos alunos, sobre os elementos da Cultura Corporal, a fim de que os alunos façam a superação das situações vividas pelo mesmo.

Três etapas são fundamentais para a organização da aula:

1ª – é preciso conhecer os seus alunos e as marcas culturais que os mesmos trazem em seus corpos, discutindo com os mesmo as melhores formas para a construção do conhecimento.
2ª – é a etapa da construção do conhecimento (onde se desprende o maior tempo), para aprender os conhecimentos em suas três dimensões: atitudinal, conceitual e procedimental.
3ª – deve ser realizada a avaliação da aula com todos os alunos discutindo e refletindo sobre a aprendizagem construída.

Dialogar
Exemplificar e discutir sobre os elementos da Cultura Corporal
Explicar acerca do elemento a ser trabalhado

Teorizar e praticar
Praticar as atividades do elemento da cultura
Conceituar as diversas facetas imbuídas nos elementos da cultura corporal.

Avaliar
Através de produções textuais, desenhos, movimentos
No contexto dos conceitos do elemento, no fazer, nos procedimentos e nas atitudes.

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